16 de dez de 2020

Importância do manejo sanitário e seu impacto na rentabilidade da pecuária

Práticas de manejo sanitário são tão importantes quanto a nutrição e genética em um rebanho

Para chegar ao nível de qualidade e produtividade que o Brasil alcançou no ramo da pecuária, algumas questões devem ser observadas e levadas em consideração pelo mercado.

Levando em conta o fato de que o Brasil possui o maior rebanho bovino comercial do mundo - com mais de 200 milhões de animais, de acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) -, se torna imprescindível tomar todos os cuidados sanitários.

Até porque o país ocupa, também, as primeiras colocações nas exportações de proteína animal; e a qualidade e sanidade dos produtos devem ser garantidas. 

Manejo pecuário

Melhoramento genético, nutrição, manejo sanitário, vacinação, combate a parasitas, tratamentos veterinários e adequação de clima são apenas alguns dos itens que devem fazer parte dos cuidados pecuários. Tudo isso para manter o rebanho sadio, tendo foco especial no manejo sanitário; aspecto que, infelizmente, alguns produtores deixam de lado.

Manejo sanitário 

O manejo sanitário nada mais é que um conjunto de medidas visando boas condições de saúde aos animais, buscando evitar ou eliminar os riscos de doenças no rebanho. Assim, se aproveita melhor o investimento em genética e nutrição que, aliados ao manejo, garantem a produtividade.

As medidas de manejo sanitário podem ser divididas em dois tipos principais de procedimentos: preventivos e curativos.

Os preventivosconsistem em medidas profiláticas como vacinação, vermifugação, testes como o de brucelose, leptospirose e parasitológico. Para combater alguns tipos de moscas e carrapatos, muitos produtores utilizam produtos como o pour on, que são produtos prontos para a aplicação no dorso do animal para evitar parasitas.

Já os curativos são procedimentos que devem ser adotados assim que detectados problemas como traumatismos, doenças, infestações de berne, carrapatos, mosca do chifre, intoxicações e deficiência nutricional, entre outros problemas que podem acometer um rebanho.

Além da queda da produtividade e prejuízos financeiros, a falta de manejo sanitário em uma propriedade pode acarretar em muitos gastos com farmácia e médicos veterinários em razão de rebanhos doentes. 

Por isso, entre as principais medidas de manejo sanitário na pecuária de corte, podemos citar itens importantes como:

●     fornecer ao bezerro o colostro nas primeiras 6 horas após o nascimento;

●     realizar o controle de insetos, ratos e demais possíveis vetores de doenças, utilizando produtos seguros e nas dosagens corretas para evitar a intoxicação dos animais;

●     fornecimento de alimentação adequada, com suplementação e pastagens de boa qualidade;

●     realizar um período de isolamento de no mínimo 30 dias para os novos animais que serão introduzidos na propriedade, visando evitar possíveis doenças que venham com o animal para o restante do rebanho;

●     cuidar das vacas em gestação, dispondo de boa nutrição e demais cuidados;

●     cuidados com a higienização dos locais por onde os animais transitam e descansam.

Para o gado leiteiro, os princípios são os mesmos. Genética, alimentação, cuidados veterinários, higienização adequada nos locais onde os animais descansam e na ordenha. 

Ademais, um ponto que necessita de atenção e acompanhamento é a mastite, doença de maior impacto econômico sobre a bovinocultura leiteira.

Assim, o manejo sanitário deve integrar um calendário zôo-profilático previamente elaborado, de preferência junto a um médico veterinário, adaptado para a região onde fica a propriedade.

Por Mayk Alves é fundador do Portal Vida no Campo e Agro20.
Neto de lavradores, sempre esteve envolvido com as atividades do campo e tem por missão disponibilizar informações sobre o mundo do agronegócio de maneira objetiva e dinâmica.

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