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Manejo de antiparasitários é crucial para saúde dos equinos

Cavalo castanho pastando em uma área verde, em uma cena de cuidado preventivo com a saúde dos equinos

Manejo de antiparasitários é crucial para saúde dos equinos

O cuidado com a saúde dos equinos começa pela observação diária e pela organização de uma rotina de prevenção. Entre os pontos que merecem atenção está o controle de verminoses, condição que pode comprometer o aproveitamento dos nutrientes, o bem-estar e o desempenho do cavalo. Por isso, o manejo de antiparasitários deve fazer parte do planejamento sanitário da propriedade, sempre considerando o ambiente, a estação do ano e a orientação responsável para cada animal.

Por que observar o cavalo todos os dias

Mudanças discretas no comportamento ou na aparência podem indicar que algo não vai bem. Perda de apetite, pelo seco e sem brilho e queda de desempenho são sinais que merecem investigação, especialmente quando aparecem juntos ou persistem. A observação frequente permite comparar o estado habitual do animal com o que está sendo percebido no momento e ajuda a comunicar informações mais precisas ao profissional responsável.

Uma rotina de acompanhamento também deve considerar a disposição do cavalo, a maneira como ele se movimenta, a ingestão de alimento e água e a ocorrência de alterações digestivas. Esses registros não substituem uma avaliação veterinária, mas tornam mais fácil reconhecer tendências e agir antes que um quadro se agrave. Em criações com mais de um animal, anotar as mudanças individualmente evita que sinais importantes sejam confundidos com variações normais do grupo.

Verminoses afetam nutrição e desempenho

Os vermes podem se alojar no trato digestivo e competir com o cavalo pelos nutrientes. Essa disputa ajuda a explicar por que uma infestação pode se refletir no apetite, na qualidade do pelo e no rendimento do animal. Mesmo quando os sinais parecem leves, o impacto indireto sobre a saúde deve ser levado em conta. O cavalo precisa de uma boa condição geral para responder às exigências de trabalho, reprodução, crescimento ou manutenção.

O conteúdo do briefing original resume os principais alertas clínicos e a explicação apresentada por Renata Fernandes, Gerente de Produto da linha OTC e Equinos da Zoetis:

Se seu cavalo apresenta perda de apetite, pelo seco e sem brilho, queda de desempenho, preste atenção. Esses são alguns dos sintomas de verminoses. “Isso acontece porque os vermes se alojam no trato digestivo do animal e competem com o cavalo pelos nutrientes, o que provoca todos esses sinais, que afetam direta e indiretamente sua saúde”, diz Renata Fernandes, Gerente de Produto da linha OTC e Equinos da Zoetis.

Cavalos infectados podem ainda apresentar sintomas leves, como fraqueza, cólicas recorrentes, diarreia com sangue, diminuição da capacidade respiratória, predisposição a outras doenças e, dependendo do grau de infecção, até morrer. “A infecção pode acontecer de forma direta ou indireta, por via oral, quando o animal ingere ovos ou larvas presentes em pastagens, ou pela transmissão direta feita da mãe para o filho, sendo que a forma de infestação mais comum é a pastagem”, explica a gerente.

Como a pastagem participa do ciclo

A pastagem é apontada como a forma mais comum de infestação porque o cavalo pode ingerir ovos ou larvas presentes no ambiente. Isso mostra que o controle não deve se concentrar somente no animal. A qualidade do manejo do piquete, a limpeza das instalações e a atenção ao compartilhamento de áreas fazem parte de uma visão mais ampla de prevenção.

A transmissão pode ocorrer de forma direta ou indireta, por via oral, e também pode haver transmissão direta da mãe para o filho. Essas possibilidades reforçam a necessidade de avaliar cada lote e cada fase de criação. É importante evitar decisões automáticas baseadas apenas no calendário: a rotina precisa ser acompanhada, registrada e ajustada com orientação técnica quando houver sinais de risco ou mudança no sistema de criação.

O papel do manejo sanitário do ambiente

O local onde o cavalo vive influencia a exposição a agentes parasitários. Retirar resíduos das áreas de permanência, manter instalações organizadas e observar as condições da pastagem são medidas de cuidado que complementam a estratégia definida para o animal. O objetivo é reduzir oportunidades de contato com formas parasitárias e evitar que a rotina sanitária fique limitada a uma única ação.

Também é útil separar mentalmente duas frentes de trabalho: a avaliação individual do equino e a manutenção do ambiente. Um animal pode apresentar sinais mesmo quando o espaço parece adequado, assim como uma área com manejo deficiente pode aumentar a pressão sobre todos os animais. A equipe deve compartilhar as observações, registrar intervenções e manter os produtos armazenados e utilizados conforme as instruções aplicáveis e a recomendação do profissional habilitado.

Outro fator importante é o manejo sanitário do ambiente onde vive o cavalo. Durante a seca, vermifugar é estrategicamente importante pois auxilia a baixar a carga parasitária da pastagem e prepara para a próxima estação. “As infestações são mais frequentes nas estações secas – outono e primavera (com exceção da região Sul) -, mas a atenção com a vermifugação deve ser feita de forma constante, como prevenção, a cada três meses”, recomenda Renata.

Planejamento durante os períodos secos

Durante a seca, o planejamento ganha relevância porque a vermifugação pode auxiliar a baixar a carga parasitária da pastagem e preparar o ambiente para a próxima estação. O briefing destaca que as infestações são mais frequentes nas estações secas — outono e primavera, com exceção da região Sul — e recomenda atenção constante, como prevenção, a cada três meses.

Essa referência deve ser entendida dentro da realidade de cada propriedade. Região, clima, lotação, histórico do rebanho e condições da pastagem podem mudar o risco. Assim, o calendário serve como ponto de organização, enquanto a decisão sobre produto, princípio ativo, dose e intervalo precisa seguir a avaliação veterinária e as instruções do produto. O responsável pelo manejo deve guardar os registros para acompanhar o que foi feito e discutir ajustes com o profissional.

O que registrar na rotina de prevenção

Uma ficha simples pode reunir identificação do cavalo, data da observação, sinais percebidos, condição do pelo, apetite, desempenho e ocorrência de cólicas ou diarreia. Também é possível anotar a área de pastagem utilizada, mudanças recentes no manejo e a data de cada intervenção. A organização reduz esquecimentos e cria um histórico útil para decisões futuras.

Registros são especialmente valiosos quando há troca de funcionários ou quando muitos animais são atendidos em períodos próximos. Eles ajudam a diferenciar o que já foi realizado do que ainda está pendente e evitam repetir uma intervenção sem confirmação. Em caso de sinais intensos, sangue nas fezes, fraqueza marcada, piora rápida ou suspeita de comprometimento respiratório, a busca por avaliação veterinária deve ser prioritária.

Uso responsável de antiparasitários

O manejo de antiparasitários é mais eficiente quando integra observação, ambiente e orientação profissional. Não é recomendável escolher um produto apenas por hábito ou repetir uma aplicação sem considerar o histórico do animal. A leitura do rótulo, o respeito às instruções e o acompanhamento técnico ajudam a proteger o cavalo e a manter a rotina sanitária coerente com a realidade da propriedade.

Outro cuidado é não confundir prevenção com a tentativa de mascarar sinais clínicos. Quando o cavalo está debilitado, com sintomas persistentes ou com alterações importantes, a prioridade é obter um diagnóstico e uma conduta adequada. O produto antiparasitário deve estar inserido em um programa, e não ser tratado como substituto da avaliação do animal, da limpeza das instalações e do acompanhamento do pasto.

Saúde dos equinos exige constância

A saúde dos equinos é resultado de várias decisões cotidianas. Alimentação adequada, água, conforto, observação e higiene formam a base para identificar mudanças e reduzir riscos. Dentro desse conjunto, o controle de verminoses precisa ser planejado com constância, porque a exposição pode estar relacionada ao ambiente e ao ciclo de uso das pastagens.

Para o produtor, transformar a prevenção em rotina significa definir responsáveis, registrar as datas, revisar as condições do ambiente e manter a comunicação com o veterinário. Para o animal, isso representa uma chance maior de conservar disposição, condição corporal e desempenho. Ao primeiro sinal de alteração, a informação mais útil é aquela observada com cuidado e compartilhada rapidamente.

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