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Melhores coprodutos para confinamento bovino

Bovinos em confinamento e nutrição com coprodutos concentrados

Coprodutos no Confinamento Bovino: Eficiência Nutricional e Redução de Custos

O confinamento bovino exige dietas de alta densidade energética e proteica para garantir elevados ganhos médios diários (GMD) e rendimento de carcaça no menor tempo possível. A inclusão planejada de coprodutos agroindustriais como DDG/WDG de milho, polpa cítrica, casca de soja, bagaço de cervejaria e farelo de algodão tornou-se elemento chave para substituir parcialmente o milho grão e o farelo de soja, reduzindo a diária do confinamento.

1. Origem e Processo de Obtenção dos Insumos

Cada coproduto utilizado na terminação de bovinos possui origem específica: o DDG/WDG origina-se da produção de etanol de milho; a polpa cítrica vem da extração do suco de laranja; a casca de soja é derivada do beneficiamento do grão; e o bagaço de cervejaria provém da mosturação da cevada. Entender a tecnologia da fábrica geradora é essencial para prever a estabilidade do suprimento durante a fase de confinamento.

2. Identificação e Rastreabilidade do Lote

Em sistemas intensivos, qualquer alteração na qualidade do insumo afeta imediatamente o consumo de matéria seca e o desempenho dos lotes. O recebimento de coprodutos exige conferência de lote e nota fiscal, garantindo que o material esteja livre de contaminantes físicos, poeiras ou resíduos químicos.

3. Ficha Técnica e Laudo Bromatológico do Lote

Análises laboratoriais do lote entregue são obrigatórias para o ajuste do centro de manejo do confinamento. Os pontos de destaque são:

  • Carboidratos Não Fibrosos (CNF) e Amido: A polpa cítrica fornece fibra de alta degradabilidade e pectina, atuando como excelente tampão ruminal. O DDG fornece proteína não degradável no rúnem (PNDR) e gordura de boa qualidade.
  • Proteína Bruta (PB): WDG e DDG apresentam de 28% a 32% de PB, otimizando o balanço proteico da dieta total.
  • Teor de Umidade: Coprodutos úmidos exigem desconto rigoroso da água no pagamento do frete e na formulação.
  • Biossegurança e Micotoxinas: Testes periódicos para garantir a ausência de toxinas fúngicas que prejudicam a conversão alimentar.

4. Conservação, Armazenamento e Logística no Pátio

O pátio de insumos do confinamento deve estar preparado para o manejo correto de cada material. Materiais secos devem ser armazenados em baias cobertas com piso concretado. Materiais úmidos exigem compactação imediata em silos trincheira com cobertura de lona de alta densidade para impedir a entrada de oxigênio e preservar o valor nutricional durante todo o período de engorda.

5. Comparação Responsável de Fornecedores

A compra de coprodutos para confinamento envolve a avaliação do custo por quilo de ganho de peso projetado. A proximidade das usinas de etanol, cervejarias ou indústrias cítricas reduz o frete e torna o insumo altamente vantajoso frente ao milho colocado na fazenda.

6. Avaliação por Profissional Habilitado

A formulação da dieta de confinamento deve ser feita por um zootecnista ou médico veterinário especialista em nutrição de ruminantes. O profissional definirá o período de adaptação aos novos ingredientes, o balanço de minerais e tampões e a taxa de inclusão ideal para evitar acidose e maximizar a eficiência alimentar.

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