5 de maio de 2021

Pecuária leiteira obtém economia e produtividade com fontes alternativas de alimento animal

Redução de custos sem a perda da produtividade na pecuária de leite é visada pelos pecuaristas

Uma boa produção de leite se inicia através de uma boa alimentação das vacas. E, uma vez que a alimentação condiz com mais da metade do custo de produção do leite, os pecuaristas estão cada vez mais em busca de fontes alternativas de alimentação para o rebanho. 

Muitas vezes, se busca substituir o milho, alimento amplamente utilizado nas fazendas, mas de preço nem sempre favorável. E há alguns alimentos e coprodutos de origem agrícola que podem substituir parcial ou integralmente o milho. 

Entretanto, dependendo no nível dessa substituição, a produção de leite pode ser afetada devido às peculiaridades de cada ingrediente. Por isso é preciso sempre conhecer as características de cada alimento e buscar o equilíbrio de nutrientes antes de qualquer mudança nutricional. 

Quando se busca a inclusão de coprodutos na alimentação de vacas leiteiras, existem tem dois objetivos principais:

  • reduzir os custos de alimentação, mantendo um desempenho satisfatório;
  • reduzir o teor de amido das dietas ricas em grãos de cereais e promover um possível aumento nos teores de fibra, para que haja uma melhoria do ambiente ruminal e elevação do teor de gordura do leite.

Assim, vários coprodutos vêm sendo utilizados pelos produtores como alimentos alternativos ao milho na dieta de vacas leiteiras. Dentre esses alimentos, podemos destacar:

Polpa cítrica: a polpa cítrica tem se mostrado como uma alternativa viável, tanto para reduzir o teor de amido da dieta quanto para melhorar o ambiente ruminal, mantendo a boa produção de leite. A polpa cítrica também possui teor de energia parecido com o milho, porém, com um teor mais alto de fibra, tornando-se um alimento bastante diferenciado para compor a nutrição de vacas em lactação.

Casca de soja: é a parte externa do grão que é obtida após o processamento industrial para extração do óleo. Por suas características nutricionais, a casca de soja é classificada como alimento energético. Seu perfil nutricional permite substituir alguns grãos muito utilizados na produção de ração animal, como o milho e sorgo. Com isso, a casca de soja integrando a ração tem a função de aumentar o consumo de energia e manter o consumo de fibra.

Resíduo úmido de cervejaria: o resíduo úmido de cervejaria é um subproduto gerado pela indústria cervejeira após o amido dos grãos dos cereais ser removido. Dessa forma, o malte de cevada é moído, podendo ser misturado com o milho, arroz e outros cereais.

Caroço de algodão: o caroço de algodão na alimentação de vacas leiteiras é utilizado como fonte de fibra,   energia e proteína.     

Farelo de algodão: utilizar o farelo de algodão na alimentação de vacas leiteiras que estejam em menor produção pode ser uma alternativa para reduzir os custos da dieta, mantendo os níveis de produção e sem afetar a saúde dos animais.          

Um manejo nutricional inadequado é um dos fatores que limita o animal a expressar todo seu potencial produtivo, além de impactar negativamente sobre a saúde e estado geral do rebanho.

Assim, mesmo com alimentos alternativos, ainda é possível equilibrar a alimentação das vacas sem prejudicar a produção e diminuindo custos.


Por Mayk Alves é fundador do Portal Vida no Campo e Agro20.
Neto de lavradores, sempre esteve envolvido com as atividades do campo e tem por missão disponibilizar informações sobre o mundo do agronegócio de maneira objetiva e dinâmica.

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